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Numa qualquer varanda... Numa qualquer varanda, numa qualquer cidadeNuma qualquer varanda... by ~HugoAlmeida
Lígia estava caída no cadeirão que descansava na varanda. Lentamente, recobrava os sentidos, as cores definiam-se, os contornos tornavam-se claros, e a cidade surgia. Afogada ainda na torpe sonolência da inactividade, espreguiçou-se silenciosamente e ficou a olhar a profusão de telhados que compunha a cidade. Na noite eram apenas planos negros, indiferentemente sobrepostos na quase total escuridão permitida pela débil luz da lua, polvilhados de antenas que recortavam o céu em variados feitios.
Uma mancha escura e azulada assinalava o rio, que aparecia sobre os prédios e subia ocasionalmente pelas
